Eduardo Paes: sabatina com candidatos ao governo do Rio — Foto: YouTube/Jornal O Globo
Eduardo Paes na sabatina do Globo: segurança, ADPF das Favelas e críticas a Cláudio Castro
O candidato ao governo do Rio Eduardo Paes, do PSD, participou da série de sabatinas promovida por CBN, Jornais O Globo, Extra e Valor Econômico. A entrevista foi conduzida por Bianca Santos, com Leandro Rezende, Tiago Prado, Bernardo Mello Franco e Francisco Góes. Paes abriu o encontro defendendo sua atuação na ADPF das Favelas e atacando a gestão de Cláudio Castro na segurança pública.
Sobre a ADPF das Favelas, ação no Supremo que impôs regras para operações policiais em comunidades, Paes rebateu a acusação de ter errado ao criticá-la. ‘O fato de nós termos entrado como amigo da corte é que fez com que a Polícia Federal entrasse na investigação das relações de políticos com o crime organizado’, afirmou. Ele disse ter orgulho de ter sido ‘o provocador dessas mudanças’.
Paes citou o Complexo de Israel para criticar o uso da decisão como justificativa para a inação do governo estadual. ‘O Complexo de Israel não é uma favela. É o bairro de Braz de Pina, que é um bairro muito bonito’, declarou. Segundo ele, a ADPF virou ‘a desculpa oficial para não fazer nada na segurança pública’.
O candidato também afirmou que o crime organizado ‘sentou no Palácio Guanabara’. Ele lembrou que o governo do PL no Rio teve quatro secretários presos com ligações com o crime organizado, incluindo as pastas de Polícia Civil e Administração Penitenciária. ‘Primeiro é isso, afastar o crime. Segundo, tirar a política da polícia’, resumiu.
Questionado por Francisco Góes sobre qual será seu padrão de atuação policial, Paes defendeu a unificação da Secretaria de Segurança. ‘Quando ninguém manda, ninguém é responsável, você não tem como cobrar resultado’, disse. Ele criticou a criação de uma terceira secretaria por Cláudio Castro, na qual o titular não comanda nem a Polícia Militar nem a Polícia Civil.
Sobre o sistema penitenciário, Paes foi direto: ‘Os presídios do Rio são spas de luxo’. Ele comparou os índices de trabalho prisional: ‘A média de presídios no Brasil é de 30%. No Rio é 2,6% de presos trabalhando’. O candidato citou ainda a apreensão de 80 celulares na semana anterior e a existência de Starlink em unidades prisionais.
Paes defendeu ainda uma força-tarefa permanente com Coaf, Receita Federal, Ministério Público e Poder Judiciário para asfixiar financeiramente o crime organizado. ‘Segurança pública se faz a partir de dados, evidências, manchas criminais, que é tudo que o governo atual, o governo do PL, há oito anos, não fez’, afirmou.
A sabatina integra a série com os quatro candidatos mais bem colocados na pesquisa do dia 25. Já passaram pelo formato Douglas Ruas (PL), William Siri (PSOL) e Antônio Garotinho (Republicanos). A entrevista de Paes foi transmitida pela CBN Rio em 92,5 e pelas plataformas dos jornais parceiros.
Para o Mapa Rio, a cobertura importa porque trata de temas que afetam diretamente o cotidiano de quem vive na cidade e na Baixada Fluminense: segurança pública, atuação policial em territórios populares e gestão do sistema penitenciário. São questões que moldam a vida real de milhões de fluminenses e que precisam de acompanhamento próximo, sem sensacionalismo e com foco no que muda na prática.