politica — Foto: EBC/Agência Brasil Oficial (Flickr oficial - uso editorial com crédito) — Banco de Mídia V4
Eleições estaduais no Rio de Janeiro em 2026: disputa em cenário de crise política
As eleições estaduais no Rio de Janeiro em 2026 serão realizadas em 4 de outubro, conforme parte das eleições gerais no Brasil. O pleito elegerá um governador, um vice-governador, dois senadores, 46 deputados federais e 70 deputados estaduais. Os eleitos administrarão o estado por quatro anos, com início em 6 de janeiro de 2027 e término em 6 de janeiro de 2031. Os senadores terão mandato de oito anos. Em caso de necessidade, segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.
O processo eleitoral acontece após uma crise política que levou ao governo interina do magistrado Ricardo Couto, presidente licenciado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Ele assumiu em 23 de março de 2026 após a renúncia de Cláudio Castro (PL), motivada por pretensões de disputar o Senado Federal. O estado já não contava com vice-governador desde a renúncia de Thiago Pampolha (MDB) em 2025 para assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Na linha sucessória, o presidente da Assembleia Legislativa (ALERJ), Rodrigo Bacellar (UNIÃO), foi impedido de assumir o Executivo. O Supremo Tribunal Federal impediu sua posse após ele ser preso em dezembro de 2025 em desdobramentos da Operação Unha e Carne. Para o Senado Federal, estarão em disputa as vagas ocupadas por Flávio Bolsonaro e Carlos Portinho, ambos do PL.
Conforme o calendário eleitoral divulgado pela Justiça Eleitoral, já foram realizadas janela partidária para troca de filiação (5 de março a 3 de abril), data limite para registro de candidatos (4 de abril) e início da arrecadação prévia (15 de maio). As convenções partidárias ocorreram entre 20 de julho e 5 de agosto. As campanhas eleitorais começaram em 16 de agosto de forma igualitária.
Para o primeiro turno, a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão será veiculada entre 28 de agosto e 1 de outubro. Após o pleito em 4 de outubro, se necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. A diplomação dos eleitos será feita até 18 de dezembro.
A crise política no Rio de Janeiro intensificou-se após a renúncia de Thiago Pampolha em maio de 2025. Sua saída fortaleceu o projeto político de Rodrigo Bacellar na Alerj. Em dezembro de 2025, Bacellar foi preventivamente preso por acusações de vazar informações sigilosas e orientar destruição de provas. Embora solto posteriormente, o STF manteve medidas cautelares como tornozeleira eletrônica e seu afastamento da presidência da Alerj.
Nas eleições de 2022, Cláudio Castro havia sido eleito em primeiro turno com 58,67% dos votos, superando Marcelo Freixo (PSB). Seu governo, iniciado em 2020 após o impeachment de Wilson Witzel, foi marcado por programas de infraestrutura, investimentos em segurança e recriação da Secretaria de Estado de Segurança Pública.
Entre os candidatos a governador destacam-se: Garotinho (Republicanos), Coronel Busnello (MISSÃO), Cyro Garcia (PSTU), Douglas Ruas (PL), Luan Monteiro (PCO), André Marinho (NOVO) e William S. As coligações incluem PL, Avante, Agir e MOBILIZA para a chapa de Douglas Ruas.